Quem conta um conto, aumenta um ponto: Ipê

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Ipê

Levantou, ascendeu o fogo, ferveu a água, coou o café, era um dia comum, como o de ontem e o de amanhã. Pensou em ficar doente para não ter que ir trabalhar, viu o tapete velho pensou em comprar um novo,  resolveu colocar a blusa rosa que não parecia tão gasta quanto às outras. Era um dia qualquer!

__ Levanta Ronaldo, o café vai esfriar! – Pensou que todos os dias era a mesma coisa, voltou a si e chamou de novo – Levanta Ronaldo!

No caminho sempre igual viu um Ipê rosa, todo cheio de flores. – Que bonito poder florescer no meio do caos. Se sentiu angustiada, meio tonta, sufocada. Quis fugir para longe, entrar em um ônibus e seguir até a ultima parada, ficar calada e sentir o sol penetrar a pele, viver, florescer, viver! Viver! Percebeu os olhos curiosos e se sentiu desconfortável, como se aqueles que estavam ali impedissem seu vôo imaginário de liberdade, odiou não ter um carro.

No ponto perto do trabalho, pensou que ao final do dia tinha que ir ao mercado – Maçã, laranja, pão, 300 gramas de mortadela… – Mentalizou.
Abriu o portão, entrou em sua sala, e ficou ali, sentada em frente ao computador. Eram exatamente 8:15 da manhã.

Quem sou eu?

Sarah desde pequena foi desobediente, não aprendeu a cozinhar e a ser uma boa mulher. Cresceu. Hoje estuda Letras, mas quis fazer Psicologia, História, Direito, acabou fazendo errado mesmo. Santista pela genética e pela paixão. Mata seu vício de chocolate todos os dias. Conheceu na literatura um jeito especial de falar de tudo, enamorou-se, e hoje se vê escrevendo sobre assuntos pós coloniais e feministas. Sim feminista e casada. Tem uma filha de quatro patas chamada Penélope que encontrou na rua, adotou. Não levanta bandeiras de verdade absoluta. Odeia qualquer tipo de pré conceito e defende de unhas e dentes suas ideologias, mas ouve com atenção quando lhe contam outras diferentes.

Sarah Caroline A. Anselmo para o Blog Campo Mourão Comunidade

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